Jesus olha para nós e diz-nos quem somos e o que espera de nós! «Vós sois o
sal da terra; vós sois a luz do mundo». Parece-nos um exagero! Mas Jesus
acredita em nós. Mesmo pequenos e pobres, podemos transformar a Terra e
iluminar o mundo! Chamados a ser sal da terra, não podemos perder o gosto e
a alegria de sermos cristãos. Chamados a ser luz do mundo, nós não podemos
deixar de irradiar a luz do Evangelho.
Votos de uma Santo Domingo e de uma semana abençoada.
Deus eterno e omnipotente: Vós que ordenastes ao profeta Eliseu que misturasse o sal
na água para remediar a sua esterilidade, fazei que, levando connosco e pelo mundo
este sal, dêmos novo sabor aos saberes, tempero amável às nossas palavras, para que,
livres da corrupção e da tristeza, do desânimo e da infidelidade, sejamos testemunhas
no mundo da alegria e da luz do Evangelho. Por Cristo, nosso Senhor.
A luz dissipa a escuridão e permite ver. Jesus é a luz que dissipou as trevas, mas elas
ainda permanecem no mundo e nas pessoas. Uma das maiores dificuldades, no
contexto das tempestade Kristin e Leonard, é a falta de luz, para ver e aquecer, é a falta
de energia, para mover as máquinas. Nesta perspetiva, podemos dizer que um mundo
sem a Luz de Cristo, é também um mundo às escuras, um mundo sem luz, sem energia.
É tarefa do cristão fazer resplandecer a luz de Cristo, não a minha luz, não a minha foto
de propaganda, mas a luz de Jesus! A irradiação desta luz pode advir das nossas
palavras, mas deve brotar principalmente das nossas «boas obras». Como levar hoje
esta luz de Cristo às populações afetadas pelas tempestades Kristin e Leonard ? A
palavra de Isaías não podia ser mais prática e oportuna: “Reparte o teu pão com o
faminto, dá pousada aos pobres sem abrigo, leva a roupa a quem viste andar despido e
não voltes as costas ao teu semelhante. Então, a tua luz despontará como a aurora, e as
tuas chagas não tardarão a sarar (…)” (Is 58, 7-10). Acende-se uma luz de esperança e
de presença, no meio da tempestade, com esta onda de solidariedade, com numerosos
voluntários, inclusive crianças e idosos, a procederem à limpeza dos destroços nas ruas
e a darem apoio nos armazéns na distribuição de bens essenciais. Tocados por todos os
gestos de magnanimidade, ajudemos, da forma que nos for possível, como gostaríamos
de ser ajudados! Caros amigos: o sal e a luz têm isto em comum: são para os outros. O
sal não se tempera a si mesmo e a luz não se ilumina a si própria. O sal aumenta à
medida que se espalha! E uma luz que não se apega, também se apagará. Assim, fica
claro: um cristão, ou uma Igreja, isolada do mundo, que quer se do céu sem pisar a
Terra, não pode ser, nem sal da terra, nem luz do mundo.É na terra e no mundo, que o
cristão deve ser sal e luz. Como vimos e ouvimos, tantas vezes, ao longo destes dias, na
sequência das tempestades Kristin e Leonard, o que é preciso é ir ao terreno, entrar na
terra e no mundo das pessoas, que precisam de cristãos «todo-o-